21.3.10

Oposição (des)necessária


É pra se emocionar, um motivo de muita felicidade, foi o que se comentou na comemoração da bodas de ouro de meus avós. Infelizmente relacionamentos na atualidade são instantâneos, permanecer ao lado de alguém propenso a mudanças de humor, fragilidade, insegurança, carência é raridade, sou da geração do "ficar", o que eu acho uma palavra demasiadamente profunda pra relacionamento superficiais, experimentou largou, não curto isso. Considero-me uma pessoa extremamente realista, ainda não sei o porque disso, meus pais sempre incentivaram eu a sonhar mais e sempre, acho que esse excesso de realidade tem me afundado ao invés de deixar apenas com os pés no chão. Discutir sobre relacionamentos é como tocar numa ferida que insiste em não querer cicatrizar (ou que talvez eu não permita que ela seja sarada, sempre acreditando é possível voltar no tempo e mudar o passado) ainda choro por saber que meus pais não estão juntos, acho que ninguém deseja pais separados mas o relacionamento deles têm afetado profundamente a forma com que hoje me relaciono com as pessoas, todas as vezes que escuto palavra apaixonadas sempre penso que meus pais também falaram isso um ao outro então, tais palavras pra mim não fazem sentido. Não, hoje faz. Um menininho ficou muito chateado em pensar na possibilidade de não estar ao meu lado, me senti bem por ele ser um das raras pessoas em não pensar que "o pra sempre, sempre acaba", é uma grande oportunidade pra eu esquecer feridas do passado, conceitos errados e mergulhar de cabeça e permitir um grande amor. Não quero magoá-lo, por isso não vou me espelhar nos relacionamentos instantâneos e sim quero estar daqui a não sei quantos anos comemorando minhas bodas de ouro também. Por que o amor ainda existe, existe em quem ama e em quem permite ser amado, de fato não a rótulos nem classificação, ama-se somente.

Ainda é tão cedo, então, por favor, não vá embora!