13.8.15

sobre ser quase adulta

estou na metade do meu curso e tenho refletido muito sobre toda a experiência que a faculdade tem me proporcionado, até pouco tempo atrás eu lamentava por ter abandonado a bioquímica, não por causa do curso em si, mas pela boa vida em viçosa (passou, vivi, foi bom, valeu), agora percebo com a odontologia tem me tornado mais humana. Hoje um paciente me perguntou por que eu resolvi fazer odonto, respondi pra ele como tenho respondido para todos até o momento, que em um período da minha vida fiquei confusa em relação ao qual curso de graduação fazer, ai literalmente eu sonhei ser dentista e fiz a fuvest, passei e enfim, me tornei fouspiana (e eu não fui das calouras orgulhosas por vestir a camisa, apenas me senti perdida e com sorte de ter passado no vestibular), penso que essa resposta é um pouco infantilizada, parece que o destino foi me empurrando e eu aceitei isso, porém não é dessa forma que eu me sinto, de fato, em algum momento durante meu percurso da graduação eu assumi que é isso que eu quero ser: dentista. A faculdade abriu meus olhos, passei a enxergar além do diploma e a profissão, além da boca, talvez reforçando o que venho aprendendo, olho o paciente como um todo, além da sua queixa, da sua doença. Meu maior orgulho dentro da carreira que eu decidi seguir é que eu posso ser uma ouvinte e conselheira, as pessoas muitas vezes só querem ter com quem compartilhar suas dores e alegrias, a maior recompensa até agora tem sido elogios sinceros de que as pessoas se sentem bem atendidas por mim, isso não tem preço, volto feliz e aos pulos pra casa, com a sensação de dever cumprido, meu maior prazer de fato é poder ajudar ao próximo.